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Lesão: como a mentalidade pode ajudar? - Lincoln Nunes

Lesão: como a mentalidade pode ajudar?

Lesão é sempre uma palavra difícil para o atleta. Somos seres humanos com uma capacidade gigantesca, porém a dor física é algo que nos fragiliza e impossibilita nosso crescimento. Igualmente, para o atleta, lidar com lesões pode ser o início de uma recuperação cheia de limitações e desafios internos. Por isso, neste texto vamos falar sobre a importância da visualização na recuperação dos atletas e como atletas de elite aplicam isso na prática.

Durante toda a minha carreira, conheci atletas e profissionais do mundo esportivo que estão dentre os melhores de suas modalidades. Logo, nessas pessoas, a compreensão do treinamento mental para a competição é algo fundamental. Ainda assim, é possível perceber que, quando lesionados, eles demonstram a mesma fraqueza natural comum a todo ser humano.

Lesão, ciência e mentalidade

No entanto, a ciência avançou e tornou a parte física da recuperação muito mais acessível e eficaz. Entretanto, pouco se fala sobre o dano mental e como se restabelecer a confiança do ser humano “ferido”. Entretanto, graças aos avanços da psicologia esportiva temos fundamentação e exemplos reais para lidar com o abalo mental que a lesão traz ao atleta.

Da mesma forma, lesões físicas causam dor, dependência e o temido stress psicológico constante. Sendo assim, os atletas, em particular, têm receios que tomam conta dos seus pensamentos. Temem não poder mais competir ou até encerrar precocemente uma carreira promissora. Isso é normal e não há nada errado em sentir isso. A diferença está no tanto de energia ou esforço que é gasto ao pensar sobre isso. 

Colocar seu foco naquilo que você não quer, no que você não deseja sentir não é o desejável, mas muitas vezes inevitável. Sabendo disso, talvez seja importante notar este sentimento e quem sabe escrever sobre ele?

É importante considerar a escrita um processo curador para o ser humano. Existe uma conexão explícita entre o que escrevemos e traduzimos em ações durante nossos dias. A atividade cerebral aumenta muito quando usamos papel e caneta e precisamos entender este novo ambiente criativo que não está ligado em uma tela.

Visualização é a chave

Outro potencial que tem sido explorado e muito pela ciência do esporte é a visualização. A nossa capacidade de imaginar é infinita e por vezes mal explorada. Atletas de elite que usam esta técnica de maneira constante e planejada conseguem compreender melhor o processo de recuperação e obtém os melhores resultados. 

Mesmo que a repetição de lesões diminua a confiança do atleta no seu potencial, ter a consciência do controle que pode conseguir é benéfico. Podemos listar 3 momentos diferentes da recuperação de lesões: controle da dor, reforço físico e retorno à prática. 

Dor vs atleta

Na fase de controle de dor, o atleta tem que lidar com o inchaço, com a dor física no seu auge. Nesse momento, enxergar a imagem mental do corpo recuperando-se, com cada fibra muscular se reconectando, novas células reparando a área lesionada e o fluxo sanguíneo liberando os tecidos danificados e reduzindo o inchaço.

Na fase de reforço físico, a visualização vai ajudar quando for direcionada a relembrar os exercícios da fisioterapia, e a ensaiar as jogadas e movimentos que pretende executar em atividade. Além disso, estabelecer metas de recuperação de maneira formal, inclusive em planilhas, atreladas aos exercícios, vai trazer uma sensação de relaxamento.

Esta fase é particularmente sensível, pois é o momento onde o atleta também começa a duvidar de si mesmo. A racionalização do processo pende para os dois lados. As lesões por vezes são traumas fortes, intensos e recorrentes. Em outros cenários, o esportista pode se sentir pressionado pelo clube que compete e paga seu salário. Ele teme essa perda como qualquer pessoa. Os torcedores, a família, e a ansiedade de retornar ao seu ideal fazem com que o atleta se sabote. 

Confiança acima de tudo

Nessas horas de lesão, quando esses pensamentos aparecem, nós os observamos, aceitamos que eles fazem parte da nossa rotina e canalizamos a energia para o que podemos controlar. Essa é a ordem natural das coisas e os melhores estão cientes disso.

Portanto, a última fase da recuperação é o retorno à prática. Neste estágio final, a visualização de vitórias anteriores vai trazer de volta a confiança no movimento usando a região lesionada.

Além disso, o incentivo verbal de treinadores e o controle do seu monólogo interior, daquilo que você comunica a si mesmo, são fundamentais no momento. Revisitar o momento da lesão não vai trazer nenhum benefício, lembre-se, portanto, de fazer o processo com a ajuda de um script que oficializa este exercício durante a sua rotina. 

Se você gostou deste artigo, envie a um atleta e colabore com a performance dele. Enfim, também te convido a conhecer meu canal no Youtube, onde falo mais sobre como ser um atleta de elite. Até o próximo artigo!

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